{"id":1172,"date":"2020-03-31T15:36:41","date_gmt":"2020-03-31T15:36:41","guid":{"rendered":"http:\/\/camilaleporace.com.br\/?p=1172"},"modified":"2021-02-18T03:01:29","modified_gmt":"2021-02-18T03:01:29","slug":"sobre-esse-virus-que-chegou-chegando-a-educacao-a-distancia-e-nos-nisso-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/2020\/03\/31\/sobre-esse-virus-que-chegou-chegando-a-educacao-a-distancia-e-nos-nisso-tudo\/","title":{"rendered":"Sobre esse v\u00edrus que chegou chegando, a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia e&#8230; n\u00f3s nisso tudo"},"content":{"rendered":"\n<p>O in\u00edcio deste texto vai parecer um pouco catastr\u00f3fico, mas eu vou fazer a pergunta que quero fazer: onde voc\u00ea estava quando o mundo parou, quer dizer, quando a quarentena come\u00e7ou? O que estava fazendo, ou prestes a fazer? Quais eram os seus planos? <\/p>\n\n\n\n<p>Certamente, se estava vivendo, voc\u00ea estava agindo e tamb\u00e9m tinha planos. Estava para realizar algo, tinha expectativas, estava \u00e0 espera de alguma coisa. Tinha acabado de come\u00e7ar a faculdade, quem sabe um emprego novo, ou esperava conseguir um; ou tinha finalmente comprado um t\u00eanis de corrida para correr a sua primeira maratona. Havia comprado passagens para a sua lua de mel? Ser\u00e1 que estava prestes a casar? Ou ia comemorar o anivers\u00e1rio com uma festa modesta, mas que reuniria os amigos principais&#8230; ou estava para estrear uma pe\u00e7a de teatro, ou come\u00e7ar a se acostumar com a ideia do filho na creche. O coronav\u00edrus n\u00e3o perguntou o que est\u00e1vamos fazendo: ele simplesmente chegou.<\/p>\n\n\n\n<p>E, ao chegar, encontrou o mundo como estava: vamos combinar, estava meio de pernas para o ar. Tudo andava muito acelerado. Se n\u00e3o t\u00ednhamos nada de novo acontecendo, a vida estava \u201cparada\u201d demais; sempre muitas demandas e muitas entregas para fazer, sempre muito trabalho, muita gente para atender. Ou pouco trabalho, mas tamb\u00e9m pouca grana, ou quem sabe muito trabalho e pouca grana. T\u00ednhamos tanto a resolver. Ainda temos! Mas o planeta pediu pausa. Como \u00e9 que se age em um momento de pausa? A gente n\u00e3o sabe muito bem. A gente n\u00e3o est\u00e1 acostumado a viver de uma forma mais devagar, de uma forma diferente, em que dar conta de tudo parece imposs\u00edvel. E a gente sempre se pendurou nos nossos celulares, mas agora parece que em breve vamos nos cansar de olhar para eles, uau.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta reflex\u00e3o pode ser estendida ao ensino a dist\u00e2ncia. Como? Bom, muito antes de o coronav\u00edrus chegar, v\u00ednhamos debatendo o ensino a dist\u00e2ncia. N\u00e3o s\u00f3 debatendo: v\u00ednhamos trabalhando a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia. Alguns com mais cuidado e cautela, outros querendo endere\u00e7ar a coisa de uma maneira menos cr\u00edtica, o que \u00e9 preocupante. Muitas eram as perguntas que v\u00ednhamos fazendo, enquanto educadores, estudantes, respons\u00e1veis pelo processo de aprendizagem, pais de alunos. Funciona? N\u00e3o funciona? D\u00e1 para aprender mesmo com ensino online? D\u00e1 para acompanhar os alunos? D\u00e1 para avaliar os alunos? <\/p>\n\n\n\n<p>Quando o v\u00edrus chegou, as perguntas estavam todas sem respostas, e assim continuam. Mas ser\u00e1 que esta n\u00e3o \u00e9 uma oportunidade para debatermos at\u00e9 mesmo as perguntas que v\u00ednhamos fazendo sobre ensinar e aprender a dist\u00e2ncia? H\u00e1 tanto a ser questionado antes mesmo dessas perguntas que coloquei a\u00ed em cima. Um exemplo: no Brasil, muitos alunos n\u00e3o t\u00eam uma conex\u00e3o de internet capaz de dar conta de assistir aulas. Poder\u00edamos nos perguntar: e agora? Com essa conex\u00e3o, como eles v\u00e3o assistir aulas? Mas tamb\u00e9m poder\u00edamos nos perguntar se \u00e9 mesmo necess\u00e1rio manter o mesmo esquema de aulas expositivas. Por que as aulas t\u00eam que ser assim? Ou por que n\u00e3o t\u00eam que ser? Como podem ser? O que podemos fazer? <\/p>\n\n\n\n<p>Puxando um fio a partir desta \u00faltima pergunta, eu enfatizaria o plural que ela envolve. Se tem uma coisa que o coronav\u00edrus tem \u00e9 isso, de ser coletivo: ele \u00e9 de todos, n\u00e3o est\u00e1 deixando ningu\u00e9m tranquilo, e n\u00e3o \u00e9 porque estamos isolados fisicamente que podemos ou devemos ou queremos realmente nos isolar. A situa\u00e7\u00e3o pede coletividade, a\u00e7\u00e3o em rede; exige que se pense no comum. Ser\u00e1 que sabemos fazer isso? De verdade?<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente, se \u00e9 para agirmos de maneira conjunta, n\u00e3o se pode esperar que um professor que ainda n\u00e3o tinha se familiarizado com as tecnologias digitais, seja pelo motivo que for (muitos apenas deram aulas presenciais em sua vida at\u00e9 hoje&#8230;), de repente se acostume com elas e consiga trazer solu\u00e7\u00f5es mirabolantes. N\u00e3o se pode esperar que todos os problemas de conex\u00e3o sejam resolvidos da noite para o dia. Ou que quest\u00f5es ligadas ao chamado letramento digital fa\u00e7am PLUFT! e simplesmente sejam todas acertadas, equilibradas. N\u00e3o se pode esperar que alunos fiquem todos tranquilos, como se nada estivesse acontecendo, e nem que consigam dar conta de estudar de uma forma mais independente de repente, se nunca antes o fizeram; que consigam se concentrar mesmo em meio aos irm\u00e3os menores brincando ou porque t\u00eam que cuidar deles, e nem vou repetir a quest\u00e3o da qualidade da internet. N\u00e3o adianta tampouco esperar que pais consigam ser necessariamente bons em homeoffice e em apoiar o homeschooling ao mesmo tempo. Tudo isso seria fazer m\u00e1gica, n\u00e3o viver; seria ir contra o tempo de uma maneira que n\u00e3o podemos ir, pois, at\u00e9 que se prove o contr\u00e1rio, o v\u00edrus fez a gente diminuir o ritmo, e n\u00e3o aumentar. Ent\u00e3o, o que n\u00e3o estava resolvido antes, n\u00e3o ser\u00e1 resolvido de repente.<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 que d\u00e1 para fazer agora, seja voc\u00ea educador,\nrespons\u00e1vel ou estudante (muitas vezes somos os tr\u00eas ao mesmo tempo)?<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 dei minha opini\u00e3o sobre isso ali no alto, quando falei em coletividade: se tem uma \u00fanica coisa que vai ter que mudar mais r\u00e1pido \u00e9 a nossa capacidade de avaliar o que conseguimos fazer, no caos, para colaborar. Se nada pudermos fazer, que ao menos n\u00e3o saiamos responsabilizando um lado s\u00f3 por uma coisa que envolve uma s\u00e9rie de fatores em rede e uma coletividade. Vamos tamb\u00e9m respeitar quem est\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o h\u00e1 muito tempo e tem se empenhado constantemente para estudar e implementar caminhos? Essa tamb\u00e9m \u00e9 uma atitude sensata!<\/p>\n\n\n\n<p>Ficar revoltado porque a escola dos filhos n\u00e3o adotou aquela plataforma de intelig\u00eancia artificial at\u00e9 hoje n\u00e3o vai adiantar nada; ali\u00e1s, se quer um conselho de quem pesquisa o assunto, n\u00e3o temos comprova\u00e7\u00e3o de que isso funcione. N\u00e3o vai adiantar nada tamb\u00e9m reclamar que cada professor do seu filho est\u00e1 agindo de um jeito x ou y: acredite, cada um est\u00e1 tentando fazer o melhor que pode, na velocidade que pode e com a criatividade e os recursos de que disp\u00f5e. H\u00e1 trocas de ideia acontecendo e aulas e o v\u00edrus, e a vida rolando, tudo junto. N\u00e3o est\u00e1 sendo assim com cada um de n\u00f3s, afinal? N\u00e3o estamos todos tentando reorganizar nosso tempo, nossas demandas? Tamb\u00e9m n\u00e3o adianta querer virar super m\u00e3e ou super pai, mais ainda do que j\u00e1 quer normalmente, e tudo bem n\u00e3o saber muito como lidar com a quest\u00e3o de os filhos estarem em casa e voc\u00ea tamb\u00e9m, cada um com sua lista de tarefas. Tudo bem n\u00e3o saber lidar com o que \u00e9 novo, e ali\u00e1s mesmo o que j\u00e1 n\u00e3o era novo como a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia agora exige nova reflex\u00e3o porque o contexto mudou! <\/p>\n\n\n\n<p>E sim, \u00e9 poss\u00edvel refletir e agir. Paralelamente. Ta a\u00ed uma coisa que o corona est\u00e1 ensinando.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 improdutivo ficarmos olhando para o que n\u00e3o podemos fazer. Coisa mais chata e frustrante \u00e9 isso. Ent\u00e3o, por que n\u00e3o olhar para o que podemos fazer? Podemos trabalhar nossa paci\u00eancia, nossa calma. Podemos trabalhar nossa capacidade de agir juntos. Podemos ampliar a capacidade de ouvir, de nos abrir \u00e0s ideias das outras pessoas. Repensar pr\u00e1ticas, medos, preconceitos, por que n\u00e3o? Se t\u00ednhamos algo a perder, agora n\u00e3o temos nada, nadinha nesse sentido. \u00c9 mergulho e a\u00e7\u00e3o; calma, mas n\u00e3o passividade. Podemos olhar para o nosso comportamento: ser\u00e1 que podemos ser mais ativos? Mais atentos, mais curiosos, mais independentes? Podemos ajudar algu\u00e9m? Sabemos pedir ajuda? Sim, \u00e9 importante saber pedir ajuda! Se voc\u00ea \u00e9 aluno, e eu considero que todos somos em algum sentido, pense que isso n\u00e3o tem a ver com aprendizagem ser a dist\u00e2ncia ou n\u00e3o: em todo processo de aprendizagem, sempre existem maneiras de o aluno ir se tornando mais independente e mais engajado. E tamb\u00e9m vale ser paciente para esperar ser ajudado; \u00e0s vezes, a pessoa que vai te ajudar est\u00e1 tamb\u00e9m se preparando e j\u00e1 vai te responder. Somos os mais impacientes para receber respostas \u00e0s nossas mensagens e aos nossos anseios, resolver os nossos problemas! E a quarentena ningu\u00e9m nem sabe quando vai acabar, ent\u00e3o&#8230; uau, que teste! <\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, esta reflex\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 \u00fatil apenas para agora, mas para quando voltarmos \u00e0 \u201cnormalidade\u201d, que talvez nunca seja exatamente a mesma de antes. Tomara que n\u00e3o seja. Tomara que voltemos, claro, a nos encontrar e possamos ter encontros presenciais, o que desejo muito, pois n\u00e3o acredito que a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia vir\u00e1 a substituir a \u201ctradicional\u201d \u2013 at\u00e9 por raz\u00f5es em parte parecidas com aquelas pelas quais n\u00e3o queremos s\u00f3 falar com nossos amigos e nossa fam\u00edlia por v\u00eddeo (j\u00e1 estamos at\u00e9 meio cansados e foram-se apenas alguns dias). Os educadores, e nesse grupo me incluo, t\u00eam muito o que pensar e repensar sobre educa\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia e a nossa postura diante de tudo isso. A dist\u00e2ncia na educa\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, demanda importante reflex\u00e3o, seja na modalidade presencial ou online, que no fundo s\u00e3o dois lados de uma mesma moeda (post sobre isso <a href=\"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/2019\/01\/10\/e-preciso-reduzir-a-distancia-da-educacao-a-distancia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"aqui (opens in a new tab)\">aqui<\/a>). E n\u00f3s temos pensado e agido. E vamos seguir com nossos debates, nossas reflex\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>Antes que voc\u00ea diga algo como \u201cpoxa, mas a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia est\u00e1 a\u00ed h\u00e1 tanto tempo, buscando uma solu\u00e7\u00e3o, at\u00e9 hoje n\u00e3o encontraram?\u201d lembre-se: n\u00e3o se trata de haver uma solu\u00e7\u00e3o. A educa\u00e7\u00e3o demanda perspectivas e caminhos, n\u00e3o uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o. Da\u00ed uma caracter\u00edstica, ali\u00e1s, das Humanidades; n\u00e3o somos de uma solu\u00e7\u00e3o racional, \u00fanica, que vai dar certo como A mais B. Entendemos que a educa\u00e7\u00e3o envolve muitas quest\u00f5es, muitos problemas e diversas oportunidades. Geralmente, quem trabalha com educa\u00e7\u00e3o trabalha muito e gosta muito do que faz, mas justamente por isso resiste a respostas pr\u00e9-fabricadas e coelhos saindo de cartolas: quanto mais experiente o educador, mais ele sabe que isso n\u00e3o existe, ali\u00e1s. <\/p>\n\n\n\n<p>Temos um novo ingrediente: o senso de urg\u00eancia em que a situa\u00e7\u00e3o nos colocou. Mas n\u00e3o \u00e9 com desespero, impaci\u00eancia, cobran\u00e7as absurdas e falta de sensibilidade que vamos chegar a algum lugar. Tudo indica que \u00e9 com empatia, criatividade, compartilhamento e muito trabalho duro, e em conjunto. Quando algo assim chega&#8230; bom, n\u00e3o d\u00e1 para vir com frases feitas, pois \u00e9 a primeira vez que enfrentamos algo assim. As respostas que hav\u00edamos encontrado talvez tenham mudado, mas n\u00e3o \u00e9 todo dia que as respostas mudam porque as perguntas tamb\u00e9m mudaram. Que excelente oportunidade temos nas m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagem do post:&nbsp;<a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@sharonmccutcheon?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Sharon McCutcheon<\/a>&nbsp;@&nbsp;<a href=\"https:\/\/unsplash.com\/s\/photos\/online-learning?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Unsplash<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O in\u00edcio deste texto vai parecer um pouco catastr\u00f3fico, mas eu vou fazer a pergunta que quero fazer: onde voc\u00ea estava quando o mundo parou, quer dizer, quando a quarentena <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/2020\/03\/31\/sobre-esse-virus-que-chegou-chegando-a-educacao-a-distancia-e-nos-nisso-tudo\/\">Read More &#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1173,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,14,48],"tags":[],"class_list":["post-1172","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-escola","category-filosofia","category-filosofia-da-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1172"}],"collection":[{"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1172"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1172\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1188,"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1172\/revisions\/1188"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1173"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}