{"id":3236,"date":"2026-08-10T01:12:38","date_gmt":"2026-08-10T01:12:38","guid":{"rendered":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/?p=3236"},"modified":"2026-08-10T01:18:59","modified_gmt":"2026-08-10T01:18:59","slug":"o-estudante-como-sujeito-da-aprendizagem-na-relacao-com-agentes-de-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/camilaleporace.com.br\/index.php\/2026\/08\/10\/o-estudante-como-sujeito-da-aprendizagem-na-relacao-com-agentes-de-ia\/","title":{"rendered":"O estudante como sujeito da aprendizagem na rela\u00e7\u00e3o com agentes de IA"},"content":{"rendered":"\n<p>A IA generativa pode estar presente nos processos de aprendizagem de uma maneira que provoque a curiosidade, a criatividade, e incentive a autonomia do aluno? Como?<\/p>\n\n\n\n<p>Para responder a essas perguntas, pode ser interessante olhar para a hist\u00f3ria das tecnologias na educa\u00e7\u00e3o, em busca de caminhos feitos antes por pesquisadores que n\u00e3o se conformaram em adequar o ensino \u00e0s inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. Preferiram, de certa forma, fazer o contr\u00e1rio: posicionar essas inova\u00e7\u00f5es em prol do agente, o aluno, para que ele pudesse florescer no processo. Um desses pesquisadores inspiradores \u00e9 Seymour Papert (imagem abaixo).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/camilaleporace.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1024x680.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3237\" style=\"width:648px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/camilaleporace.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1024x680.png 1024w, https:\/\/camilaleporace.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-300x199.png 300w, https:\/\/camilaleporace.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-768x510.png 768w, https:\/\/camilaleporace.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1536x1020.png 1536w, https:\/\/camilaleporace.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2048x1359.png 2048w, https:\/\/camilaleporace.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-226x150.png 226w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Foi Papert quem desenvolveu a linguagem LOGO, convocando a crian\u00e7a a programar a m\u00e1quina, em vez do contr\u00e1rio. Essa invers\u00e3o \u00e9 importante para pensarmos sobre como tem sido a rela\u00e7\u00e3o dos nossos estudantes com a IA generativa, e qual outro rumo essa rela\u00e7\u00e3o poderia ter para sair do \u00f3bvio.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, na hist\u00f3ria das tecnologias educacionais, podemos perceber \u2013 em v\u00e1rios momentos \u2013 as tecnologias se limitando a colocar uma roupa nova sobre os velhos modos de ensinar e aprender. Elas chegavam prometendo grandes mudan\u00e7as, mas continuavam promovendo a transmiss\u00e3o de conte\u00fado, que deixa de estimular o aluno a pensar por si mesmo. Esse foi o caso das antigas m\u00e1quinas de ensinar de Pressey e Skinner, que abordo num artigo publicado em 2024 e tamb\u00e9m menciono na minha tese de doutorado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar desse hist\u00f3rico de repeti\u00e7\u00f5es, a tecnologia na educa\u00e7\u00e3o pode apoiar o aluno a desenvolver pensamento aut\u00f4nomo, assumindo uma postura de constru\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio conhecimento em vez de se limitar \u00e0 recep\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es. No trabalho que estou desenvolvendo com <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/pinhanez\/\">Claudio Pinhanez<\/a>, focamos em buscar exemplos de como isso pode ser feito com a IA generativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso objetivo \u00e9 indicar possibilidades para al\u00e9m dos usos gen\u00e9ricos da IA generativa na educa\u00e7\u00e3o, olhando para possibilidades que coloquem os educadores numa posi\u00e7\u00e3o de criar com seus alunos e incentiv\u00e1-los a ser mais criativos tamb\u00e9m, usando a IA generativa como um objeto a ser manipulado, testado, experimentado \u2013 como Papert sugeria com sua proposta construcionista.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho ser\u00e1 apresentado pelo Claudio nesta sexta dia 14\/8 \u00e0s 15h no IV Encontro de Educadores do S\u00e9culo XXI &#8211; Intelig\u00eancia Artificial e o Futuro da Educa\u00e7\u00e3o, na Casa Firjan, no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.encontroeducadores.com.br\">site do encontro<\/a> cont\u00e9m todas as informa\u00e7\u00f5es sobre como o evento est\u00e1 organizado, hor\u00e1rios e salas das palestras e oficinas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.encontroeducadores.com.br\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A IA generativa pode estar presente nos processos de aprendizagem de uma maneira que provoque a curiosidade, a criatividade, e incentive a autonomia do aluno? 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