Laboratório de IA generativa para educadores – Curso ministrado na Casa Firjan, Rio de Janeiro

Confira no site da Casa Firjan

Este curso propõe que educadores experimentem a IA generativa na prática para conhecerem esses modelos a partir de sua própria imersão e, assim, identificarem as melhores maneiras de incluí-los em sua prática docente.

O curso se baseia numa concepção de aprendizagem que coloca o corpo, a afetividade e a intersubjetividade no centro dos processos de aprender de ensinar. Essa concepção de aprendizagem emerge de pesquisas recentes (dos últimos dez anos) em cognição, que preconizam que, na atividade mental humana, há muitos elementos para além do processamento de informações.

Isto é, a atividade cognitiva humana tem sua carga distribuída entre cérebro, elementos do ambiente, as relações com as outras pessoas e as tecnologias. Ao buscar uma aproximação entre IA e educação num contexto de metodologias ativas e experimentações práticas, é preciso levar este aspecto – da cognição distribuída – em consideração.

Experimentar a IA generativa

Uma vez que é a partir da experimentação da IA generativa que este curso se desenha, a concepção de aprendizagem aqui priorizada compatibiliza com as teorias de aprendizagem construtivistas (Piaget) e construcionistas (Papert), e com metodologias ativas de aprendizagem e a ideia de tecnologias maker.

Aproximação entre teoria e prática

Compõe também a proposta pedagógica e metodológica deste curso a aproximação entre teoria e prática. Promove-se a experimentação não apenas pela experimentação, como um fim em si mesma, mas para que, a partir dessa vivência, os educadores sintam e percebam as questões que estão em jogo quando se trata de definir caminhos para a IA na aprendizagem.

Essas questões aparecem na prática em sala de aula e também nos documentos e debates que procuram orientar a educação e a inteligência artificial no Brasil. Eles indicam caminhos, mas a leitura crítica necessária para a compreensão daquilo que está sendo analisado pode ser enriquecida com um aprofundamento conceitual e contextual – por exemplo, o que é autonomia no contexto das tecnologias de IA na educação? Como atingir essa autonomia? Quais os desafios que a IA generativa traz? – e é esse aprofundamento que se pretende alcançar a partir das atividades práticas. Elas passam por conceitos ligados à ética da IA, ao funcionamento dos LLMs, à história da IA e da ciência cognitiva e às possibilidades e limitações da IA generativa. Essas questões são debatidas à luz das atividades realizadas.

O curso pretende, ainda, discutir as implicações da algoritmização e da plataformização da sociedade digital para a educação, ressaltando uma multiplicidade de aspectos envolvidos nos processos cognitivos necessários para educar e formar.

A partir das aulas, grupos de alunos se tornam protagonistas de seus próprios projetos experimentais, a serem desenvolvidos no decorrer do curso e apresentados ao final.

O curso foca em experimentações textuais com IA generativa, sendo também incluídas atividades com imagens.