Sobre Camila Leporace

Eu me formei em Comunicação/Jornalismo em 2005 e tenho um perfil profissional que mescla comunicação e educação.

Tenho uma experiência de 15 anos com projetos para a Web, que incluem design instrucional (criação de trilhas de aprendizagem, facilitação de experiências educacionais, criação de objetos de aprendizagem, redação e revisão de materiais instrucionais etc.), experiência do usuário/UX e arquitetura da informação, webwriting e data analytics/análise de dados de navegação/métricas. Tenho experiência na coordenação de projetos de comunicação online/produtos digitais e em coordenação de equipes.

Trabalho com temas diversos, mas tenho grande foco em tecnologia, inteligência artificial, educação, cognição, filosofia e competências do século XXI.

Minha pesquisa de doutorado, em andamento, é uma análise crítica da aprendizagem de máquina/machine learning para a aprendizagem humana. Como doutoranda, sou filiada à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Brasil (PUC-Rio), e à Universidade de Coimbra, Portugal, em regime de cotutela.

Sou mestre em Educação pela PUC-Rio. Durante meu mestrado analisei o uso das tecnologias digitais na educação sob o ponto de vista da Tese de Mente Estendida (como proposta por Andy Clark e David Chalmers em 1998 e posteriormente examinado por Clark em muitos artigos e livros). A dissertação será lançada como um livro/e-book em 2022.

Eis como cheguei aqui…

Seja como desenvolvedora de conteúdo, coordenadora de produtos digitais ou consultora independente, trabalhei para o setor privado – jornal O GLOBO, Petrobras, Oi (telecom); para organizações sem fins lucrativos – British Council, Ismart, Porvir, Fundação Roberto Marinho; instituições educacionais – Ibmec, Tamboro; startups; agências digitais e o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Depois de experimentar estes projetos, tornei-me bastante crítica sobre como os seres humanos lidam com a tecnologia.

… E aqui está o que me move

Tenho interesse em como os seres humanos percebem o mundo, interagem com os outros, experimentam a vida e, portanto, aprendem (no sentido mais amplo possível).

Investigo os resultados dos sistemas de aprendizagem de máquinas, levando em conta o paradigma subjacente à aprendizagem que ainda prevalece no sistema educacional e que está ligado ao cognitivismo. Minha pesquisa é fundamentada nas abordagens contemporâneas da cognição, ou seja, o enativismo e a cognição corporificada como um possível paradigma emergente. Estou atenta às questões éticas da IA, aos desafios que emergem do mundo tecnológico que simultaneamente construímos e habitamos e ao equilíbrio que deve ser alcançado entre o desenvolvimento tecnológico e a conservação dos recursos naturais de nosso planeta.