O que aconteceu com minha capacidade de pensar enquanto eu usava a IA? Esta pode ser uma pergunta mais eficiente e interessante quando pensamos em como trazer a IA generativa para o nosso cotidiano. É válido trazer a IA para nos apoiar em tarefas, mas há um necessário cuidado com a dependência excessiva. Preguiça cognitiva é um risco real. Outro risco é pensar que a IA é melhor que você, mais criativa, mais rápida, e desistir das suas ideias. Mas a sua bagagem, a sua experiência, e até as suas dúvidas e hesitações a IA não substitui.
Muitas vezes é justamente o que você não sabe que te fará ir atrás de saber, de crescer, de melhorar, e isso não se traduz em dados tão diretos e objetivos quanto aqueles que poderiam estar na base do que se define como produtividade. Primeiro vêm as questões que levantamos, as suposições, as conexões que queremos fazer e não sabemos como, e depois vem o uso da IA generativa para nos apoiar nisso. Mesmo para fazer uma solicitação a ela, por meio de um prompt, é necessário organizar o problema que você quer resolver. Isso só você pode fazer.
A IA generativa pode ser uma aliada na resolução de problemas complexos, te trazer opções, te apresentar cenários e até indicar a existência de conceitos novos que você desconhecia. A partir daí, você pode ir atrás, descobrir mais, fazer pesquisas. Mas só você faz essa curadoria, toma essas decisões, decide o próximo passo. Se a IA estiver decidindo por você, você estará deixando de aprender. E a capacidade de aprender, hoje, não é uma habilidade opcional; trata-se de uma habilidade básica e que deve ser cuidada constantemente.